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Arquivo mensal: fevereiro 2011

Quando vem frente fria daquelas de garoa e noites longas, jocosamente culpamos a Argentina por mandá-las. Os mais gaiatos e não menos chauvinistas aproveitam a pala para culpar o sul do país: Rio Grande, Santa Catarina. No final de semana o sul não mandou frio, que poderia ser até uma boa numa época de mil calores e posteriores dilúvios. Foi mais triste, foram duas notícias ruins: na noite de sexta-feira (25/02) um louco (a apurar se apenas isso) “atropelou” (?!?) de forma estúpida mais de uma dezena de ciclistas que participavam de uma passeata/caminhada, nem importa o que era, em Porto Alegre. Não bastasse, horas após na madrugada de domingo (27/02) nos deixava, na mesma POA, o médico e escritor Moacir Scliar. Esta analogia esta longe de ser um repúdio ao sul de tantas belezas, são dois sintomas e perdas que se equivalem em simbolismo. Moacir era um batalhador da saúde, medico sanitarista, um homem da ciência, além de premiado escritor. Do outro lado um homem  em poder de sua máquina quer fazer prevalecer a força o seu “direito” de ser dono do asfalto e do espaço urbano. Evito estas máximas maniqueístas, mas são dois caminhos bem adversos. Para usar uma imagem de um dos contos mais conhecidos de Scliar – A Orelha de Van Gogh – a imagem da orelha nos remete a labirintos, e quão labirínticos são os caminhos de construção e descontrução da vida em sociedade. Sem querer ser apocaliptico, ainda podemos escolher entre bárbarie e civilização ou ficamos sob pneus de carros apressados? E pior: com a orelha arrancada?

Como e o quê escrever sobre um cantor cujo os dados biográficos são esparsos? Como falar de alguém que deixou apenas alguns registros gravados, brilhantes, mas que marcam aquela sensação do tanto mais que poderia ter sido?

Claro, já comecei a falar um pouco, trata-se de Vassourinha ou Mário Ramos de Oliveira, paulistano, nascido na década de 20 e “breve” cantor da música brasileira.

Contínuo da Rádio Record, já os 12 anos, Vassourinha peregrinava em meio a artistas, cantores, gente de noite. Cantava desde cedo, participou de filme (Fazendo Fita”, do diretor italiano Vittorio Capellaro), carismático, foi construindo no meio artístico prestígio e admiração pela voz e o talento prodígio.

A trajetória discográfica rápida começou em 1941, quando ele foi para o Rio de Janeiro, gravou Seu Libório (João de Barro e Alberto Ribeiro) que emplacou rapidamente nas rádios e foram apenas mais onze músicas em seis discos gravadas no espaço de um ano.

Uma desconhecida doença levou o cantor no ano posterior. Já era um ídolo nacional, amigo e parceiro de Isaura Garcia e tido como sucessor de outro meteoro da música brasileira, o cantor carioca Luiz Barbosa, que articulou o samba de breque com ajuda de um chapéu como se fosse pandeiro.

Vassourinha  símbolo do samba paulista, menos pelo estilo, e sim pela brevidade e pela melancolia. Homem de biografia curta e cheia de dúvidas (pouco falava de si e da família), como aqueles ecos perdidos na cidade, mostrou um pedacinho do talento e foi embora, tal qual a São Paulo várias vezes interrompida e impessoal com seus talentos.

O texto não vai além por falta de dados, pesquisei aqui, alí e praticamente usei as referência do Alexandre Petillo no Gafieiras e do Samba Choro. Fico imaginando o Vassourinhas nas madrugadas garoentas  de sampa, tomando cerveja, inspiração e morrendo a cada noite. Sambas melancólicos surgiram dessa história, voz bonita e marcante.

Ouço e reouço Seo Libório. A história pequena do pródigo cantor paulistano pode ser completada por pensamentos e suposições, ouvir suas breves 12 músicas estimulam este imaginário …

Ontem (21/02/2011) aconteceu um debate interessante no twitter (pelo menos foi onde o meu curto

alcance pôde acompanhar). A ida da Presidenta Dilma à festa de comemoração dos 90 anos do jornal Folha de São Paulo aguçou paixões contra e a favor.

A campanha para a Presidência da República, ano passado, foi marcada pela participação proativa e agressiva dos órgãos de imprensa mais poderosos em favor do candidato Serra e de tudo que ele representava. Há muito tempo não se verificava a aglutinação das diversas e diversificadas forças progressistas e de esquerda em torno de uma candidatura.  Pessoas com posições ideológicas e histórias diferentes se alinharam a candidatura Dilma.

Na internet esta pluralidade ficou bem marcada através das redes sociais, diariamente argumentos, declarações, raciocínios foram sendo explicitados produzindo um rico documento que pode estimular estudos e análises de um momento ímpar da história brasileira.

A vitória de Dilma, foi também a vitória da escolha coletiva não só pela continuação do que se foi e do que se defendeu no Governo Lula, foi principalmente a rejeição de um modelo autoritário e conservador que operou reiterada vezes os rumos do país.

A grande imprensa sempre foi ator importante nos momentos decisivos da política brasileira. Mais do que aderir a um modelo e uma escolha, a Folha de São Paulo escolheu um método, digamos, hetedoroxo, para que esta escolha ficasse marcada e foi muito contundente sempre que pôde em relação à candidatura Dilma.

Há que argumente que a Folha saiu do muro e aderiu como a imprensa norte-americana adere, sendo esta uma escolha legítima, há quem diga que não. A candidata, hoje Presidenta, foi atacada por este veículo com fichas falsas, ilações várias sobre sua vida pregressa (algumas explícitas, outras com falsa sutileza), a Folha não o fez sozinha, a Globo (e seu complexo), o Estadão e outros veículos contribuíram bastante com este coro uníssono.

Mais o país desafinou o coro e elegeu Dilma.

Parte dessa batalha e dessa resistência desafinadora se deu na web e nesse contexto pessoas se conheceram e se identificaram através das redes sociais, pode ter sido uma pequena quantidade, mas foi um grupo que fez (e faz) barulho.

Voltando ao dia de ontem, onde a Presidenta Dilma foi à festa de 90 anos da senhora nonagenária Folha, as mesmas pessoas que corroboravam, discordaram. Saudável. Mais diferenças virão à tona nos próximos atos do Governo Dilma. Louvável.

Elegante e democrático a Presidenta ter ido à festa? Se pudesse ou tivesse qualquer força de intervenção no querer dela sugeriria que  não fosse. Mandasse Palocci, Eduardo Cardozo e estaria bem representada. Não se trata aqui de propor biquinho e pedir que Dilma seja birrenta, mas uma atitude como essa pode abrir ou fechar caminhos de avanços futuros, vai depender muito mais do que se segue. Tomara que eu esteja superestimando.

Outra coisa completamente distinta de ir ou não à festa, foi o discurso que Dilma fez, laudatório e desnecessário, e muitos enxergaram nesse, ironia e sutileza,  penso que entrou para o que eu ainda posso chamar de pequenos momentos lamentáveis desse Governo.

Discordar da ida e do discurso de Dilma no convescote da Folha, não torna quem o faz opositor intransigente ao Governo Dilma, tampouco, quem defende a ida, se credencia como portador da verdade governista, o direito à crítica e à discordância foi burilado e ameaçado em vários momentos históricos por quem estava do “outro lado”, não?

Espero (exercitando a tolerância) que seja apenas a ida de uma Presidenta a uma festa de aniversário de um veículo de comunicação, hoje poderoso. Tomara que nos 100 anos de Folha (se ela durar até lá) esta “importância” e poder tenham diminuído, democraticamente.

O maestro , arranjador, compositor, violonista e raras vezes cantor, Arthur Verocai, acumulou um patrimônio de arranjos considerável e deu beleza a vários cançoes no fins da década de 60 e primeira metade da década de 70 do século passado.  Elis, Gal Costa, Leny Andrade, Jorge Ben, Erasmo Carlos, Célia, Evinha, Milton Banana e mais recentemente o promissor Marcelo Jeneci … foram alguns dos contemplados pelo talento desse carioca, fã de Henry Mancini e de Eumir Deodato.

Em 1972 resolveu lançar um disco solo e chamou uma turma barra pesada para siderá-lo: Helio Delmiro, Nivaldo Ornelas, Maciel, Toninho Horta, Jamil Joanes, Oberdan Magalhães, Carlos Dafé, Luis Alves, Robertinho Silva, Pascoal Meirelles … como letrista e parceiro das canções Vitor Martins, que estava começando a parceria com Ivan Lins. O disco de boa qualidade, com canções fortes e arranjos poderosos, as letras soam totalmente “anos 70″ sonhos e metáforas, uma certa ingenuidade, alguns as vêm como ataques indiretos à onipresente ditadura. Por razões várias a empreitada foi um fracasso comercial. Arthur largou os arranjos  e as canções e foi fazer jingles para o mercado publicitário, ganhar grana.

A ruideira cria as máximas: “um disco fora do seu tempo” ou “o Brasil não valoriza seus músicos” ou “se fosse gravado em Londres seria considerado um dos discos do século”. Sei não. Prefiro não ficar especulando e criando marola,  o fato é que ele repareceu, e foi de novo, como tantos, através da “descoberta” de algum gringo vivo e caçador de pérolas. O som tava lá,  alguém foi tocou, ouviu, gostou,sampleou, os pioneiros, no caso, foram os Little Brother, rappers da California, que usaram trechos da musica Caboclo na gravação de We Go Now. Os ratos de loja de discos, caçadores de grooves e batidas, fizeram o velho músico “renascer”. Antes tarde …

Semana passada (09/02/2011) rolou no Espaço Unibanco a apresentação de um show em vídeo que a produtora angelena Mochilla produziu em 2009. O registo é grandioso, inspirado, segundo o proprio diretor da gravação, nos programas de TV antigo (musicais e ao vivo), consegue captar toda as sutilezas da música de Verocai. O repertório foi o dito disco de 1972 e Fly to LA, música inédita. No time de músicos da orquestra montada pelo maestro, destaque para os brasileiros Airto Moreira (percursão), Mamão e Jose Bertrami (dois terços do Azymuth, na batera e teclados, respectivamente) e Carlos Dafé, o velho sambista soul que participou da gravação original. O público retratava a “redescoberta”: diggas, modernos, antenados em geral.

Espero que não seja apenas uma breve homenagem e Arthur Verocai continue produzindo música boa e fornecendo material e inspiração para nossos ouvidos e para os misturadores forjarem novos sons.

Citar Nelson Rodrigues já passou de lugar comum, em alguns casos não há como fugir e repetir: sofremos de “síndrome de vira lata”. Não aceitamos ganhar nada sem colocar um senão, estamos sempre atrasados e nossos produtos são “a priori” piores do que o dos outros.

As colheradas de auto-estima da era Lula não bastaram.

Futebol, apesar da grita de uma minoria cada vez mais ruidosa, é um importante aspecto da nossa cultura. Coalhado de pessoas de qualidade duvidosa na direção, com um padrão de qualidade em franca decadência, resiste como nosso esporte de massas. Acredito não haver  dúvida sobre isso. Além do que, descontada a paixão, o futebol gera muita renda, MUITA.

A baixa auto-estima supracitada se apresenta de forma mais aguda quando envolve uma figura polêmica. Já escrevi sobre Ronaldo Fenômeno na sua volta ao futebol brasileiro no Corinthians, aonde ele chegou e ratificou sua fama de vencedor. Porém, calculou mal, ficou jogando mais um ano para tentar ganhar a Libertadores e incensar o Centenário, falhou.

É evidente que sua carreira de vitórias, não se apagou de uma hora para outra. Mas os mal-agourados de plantão voltam a atacar, os mesmos que Lima Barreto acusava de afrancesados da Bruzundanga, indivíduos que rejeitam qualquer espécie de êxito nacional, os vira-latas de sempre.

Ronaldo parou de jogar nesta segunda (14/02/2011) chorou em coletiva, vão brotar aqui e ali acusações de demagogia e hipocrisia, outros vão corroborar no excesso de emocionalismo e torná-lo um “coitado”.

Parece que o homem que passou uma carreira superando e ganhando espaço tem que no final de tudo se justificar em lágrimas. Para se redimir do quê?  Ronaldo parou de jogar, milionário, com títulos na bagagem, e paradoxalmente, quase clamando um adeus.

O próximo que vacilar, o pouco que seja, pode entrar nesse monstro hipócrita triturador de reputações, pode ser qualquer um, Neymar, Pato, Ganso?

De vez em quando escrevo sobre futebol aqui no blog, não reputo o esporte como algo acima de outras coisas, mas nele aparecem nossas caretas e espelhos quebrados. Vem aí a Copa do Mundo em nossos domínios,  que vai mover rios e ladeiras pelo país afora, será que nos dividiremos entre os que desprezam a importância do futebas e os que se aproveitam dessa postura, dessa desatenção, para sugar tudo o que é possível das formas mais heterodoxas?

Texto publicado originalmente no site: www.ofaj.com.br em agosto/2009.

Os movimentos em favor da leitura e do seu fomento têm sido contemplados de forma surpreendente nos últimos anos. Antes relegada a um canto cinzento das  prioridades, a leitura ocupa hoje espaço privilegiado nos discursos e em ações de instituições públicas, ONGs e em alguns segmentos do setor privado. Isso quer dizer que o investimento em leitura e na formação de um público leitor melhorou no país? Essa é uma pergunta de múltiplas respostas.

Os programas patrocinados por governos muncipais e estaduais, pelo MINC, ONGs , etc, procuram dar uma marca de distinção às iniciativas. Em alguns casos projetos que visam atingir o mesmo público e até a mesma região aparecem com nomes diferentes, cada qual procurando deixar uma marca. A carência na área é tão patente que a maioria consegue, em um primeiro momento, boa receptividade perante o público-alvo. O grande desafio, porém, esta na seqüência desses trabalhos. Na maioria das vezes suprem-se as necessidades emergenciais de uma região, cria-se uma demanda e por força de mandatos terminados e/ou por mudança de política de uma instituição, são abandonados para que outros sejam colocados no lugar.

O que se apresenta são dezenas de marcas de curta duração: baú do livro, leitura viva, ler é bom, leitura sem limite, etc. Todos os rótulos são usados, esquecidos e jogados fora. Essa constante interrupção e reinício implicam em um formidável desperdício de recursos que somados poderiam compor uma grande ação e investimento em pró da leitura. Os níveis do poder público e os outros agentes não dialogam, os interesses menores prevalecem em detrimento do objetivo final. Todo contingente deslocado para um projeto é desmobilizado e no lugar permanecem as intenções e as carências.

No cerne dessa discussão existem vários atores que são importantes para o desenvolvimento de um projeto nacional e interinstitucional para o fomento à leitura. Bibliotecários, professores, educadores informais, gestores públicos, intelectuais, agentes comunitários são protagonistas de ações, que raramente dialogam. Os agentes da leitura não trocam impressões, o que exacerba o isolamento.

Os movimentos pela promoção da leitura costumam se guetizar, causando prejuízo a um resultado mais uniforme e amplo, os agentes da leitura que trabalham na linha de frente, quase nunca estão em comunicação com o centro de decisões e sua atuação se fragiliza continuamente. A profissionalização e a formação dos agentes de leitura devem ser vistas como ponto estratégico de aperfeiçoamento e manutenção das ações.

A maioria dos programas de incentivo à leitura carece de um cuidado metodológico, em geral, partem do específico para o geral, o que os fragiliza normalmente na etapa mais importante da ação, justamente quando se inicia o contato com o maior número de pessoas. As ações são desencadeadas e as avaliações cíclicas, assim como as medidas de aperfeiçoamento, são abandonadas. Nesse momento ele é entregue à boa vontade de esforços localizados até acabarem esquecidos. A potencialidade de cada ação não é explorada, boas idéias são desperdiçadas, pois não são vistas como um processo e, desse modo, perdem o sentido e a força.

Claro que isso não acontece apenas na área de leitura, é uma prática comum, principalmente na aplicação de políticas públicas. Números do Ministério da Educação indicam que existem cerca de sete mil projetos de incentivo à leitura no Brasil, envolvendo escolas, ONGs, empresas, prefeituras, etc. Vejam, mesmo para um país com dimensões continentais como o Brasil, esse número não é nada desprezível. A impressão que temos é que os projetos não reverberam. O alcance de cada um, com raras exceções, equivale a uma medida paliativa, quase um desencargo de consciência de nossas instituições.

Analisemos o caso das universidades e a produção intelectual a respeito do assunto, com sua mania de “projetos-piloto”, onde um número restrito de pessoas é atendido com excelência para que sejam criados modelos, que, raramente são aplicados em universos mais amplos. Qualificar o intercâmbio de idéias e encurtar as distâncias entre as diversas ações é uma maneira de dar sentido e agilidade para o fomento à leitura, a universidade tem um papel decisivo nesse contexto.

Simpósios, congressos e colóquios são usados, em geral, para proselitismo e defesa de teses isoladas, o diálogo posterior se reduz a troca de folhetos e promoção dos projetos de cada qual. As resoluções retiradas no final desses eventos, geralmente, são recolhidas em anais que vão se empoeirar rapidamente, quando não entram para o anedotário.

Não estou aqui, é importante frisar, desprezando as reflexões sobre o assunto, tampouco os citados projetos-piloto. Porém, é necessário apontar a ausência de uma reflexão mais ampla, critica e em sintonia com as diversas realidades apresentadas, uma visão sistêmica que apure e construa estratégias onde as ações pela leitura consigam romper as barreiras e as dificuldades que as impedem de chegar para o maior número de pessoas.

Será que bastam as recorrentes feiras de leitura ou bienais que  mais promovem o “produto livro” do que lançam uma reflexão sobre o tema, ou mesmo facilitam, o acesso ao livro e à leitura? Lembremos: o livro e a informação representam muito mais do que produtos vendáveis.

Costumamos dizer que ninguém se opõe a iniciativas que visem promover e incentivar à leitura. Independente da coloração ideológica, partidária, todos acenam para importância desse quesito, que esta provado, altera os rumos e qualidade de vida de um país. Porém, essa unanimidade tende a ser esvaziada, quando é colocada a necessidade de uma ação conjunta que almeje a economia de recursos materiais e humanos e que coloque em segundo plano vaidades e interesses pessoais. A leitura padece pela falta de racionalidade e pela ausência de um projeto nacional.

Com a palavra nossos gestores.

Em algum dia especial uma canção com marcante melodia foi composta para o saxofone. No próprio nome dela esta a marca, o seu destino é para o instrumento que esta sacramentado em seu título. O paraibano Severino Rangel de Carvalho, o Ratinho da dupla Jararaca e Ratinho, compôs Saxofone Por Que Choras em 1930. Versátil, cantor, instrumentista, humorista, um artista típico da era de ouro do rádio.  A música marcou a história, a vida de muita gente, beleza tamanha que alegrou a infância do também paraibano, Francisco Soares de Araújo, nascido em 1926, que anos mais tarde se tornaria um dos bambas do violão brasileiro: Canhoto da Paraíba. E Canhoto empresta sua genialidade em doce lembrança, tocando no violão o que nascera para saxofone. Canhoto nos celebra a canção e o reencontro com suas origens. Quanta beleza reunida.

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