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Arquivo mensal: dezembro 2008

A Lusa, meu clube do coração, vive nesse momento mais um capítulo triste da sua história. O  time que teve Enéas, Denner, Dicá, antes ainda Djalma Santos, Ivair, Pinga, e outros tantos que vestiram a rubro-verde com dignidade e brilhantismo, desce agora para a segunda divisão do brasileiro.  Apesar da falta de títulos, a camisa rubro-verde escreveu bons momentos na história do futebol brasileiro.

Nos últimos anos uma série de administradores patéticos jogaram a Lusa no ostracismo. Viramos motivo de piada (fora as já tradicionais) a medida que os resultados negativos foram aparecendo. O modelo gerencial é arcaico, não muito diferente dos outros clubes, e as decisões técnicas acompanham o baixo nível.

O  atual estágio do futebol não dá espaço para tanto amadorismo. O prazer de ir ao Canindé foi rareando, técnicos burocráticos, jogadores abaixo da média, e a Lusa descendo a ladeira. Ano passado, após cinco anos, subimos para a primeira divisão. Foi de fato emocionante, mas durou pouco.

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A Portuguesa de Desportos caiu novamente no ano de 2008 para a série B do Brasileiro. A inconstância reflete a perda de uma mínima direção no comando do clube. O artifício de lembrar os bons tempos vai ficando cada vez mais esvaziado, porém perdura.

Espero ser uma fase, que já esta avançando muito, tomara tenhamos no ano que vem um time decente para ver no Canindé.  Esperar, só nos resta esperar, entre arroubos de raiva e olhares auto-complacentes. Não se trata de drama, escolher um time para torcer é uma decisão que implica tantas mensagens codificadas.

Torcer para a Lusa é uma epopéia. Comemorar um gol com vozes ecoando pelo Canindé quase vazio. Caminhar sozinho no escuro da Marginal após o jogo até a  Estação Portuguesa- Tietê.  Surtar com as derrotas quase impossíveis, xingar a casta que parece nunca morrer e desgoverna a nau lusa cada vez mais. Andar na rua com as cores rubro-verdes e notar os sorrisinhos de irônia e aquela simpatia que nem sempre vemos como sincera. Parece penoso, mas no fundo é divertido. A Lusa compensa as perdas.

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Então eu volto a falar dos enéas, denners e outros bambas que enfeitaram tardes de glórias. Glórias? Sim, nossas glórias são sutis.  Para falar verdade não sei mesmo o que são títulos e dizer que isso é bom é açoitar a retórica.

Vale a pena?  Como vale, vamos lá, aprontar outros épicos brigando contra os vilões de dentro e de fora.  Ano que vem subiremos e assim será mais uma peculiar felicidade.

Vai Lusaaaaaaaaaaaaaa!!

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