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Arquivo mensal: fevereiro 2010

Baiano e os Novos Caetanos (em dupla com Chico Anísio), Soró Sereno, Cego Jeremias, Coronel Totonho… talvez eu esqueça de citar algo mais importante que Antonio Arnaud Rodrigues tenha feito.  Arnaud morreu num naufrágio no lago da Usina de Lajeado, em Tocantins, no dia de ontem (16/10/2010).

Cantor, compositor, ator, humorista, Arnaud esteve na TV muitas vezes desde os anos 70. Ele faz parte de uma gama de criadores que trabalham muito, fazem coisas de qualidade e dos quais nunca lembramos o nome, ou lembramos por motivos alheios ao talento, estereótipos.

No cinema e na  TV, Arnaud fazia personagens baseados em tipos populares, ingênuos. Seu envolvimento com a música foi para além do mero diletantismo. Mistura de sons nordestinos, viagens hippie, samba rock, psicodelia e o bom humor sem piada pronta.

Discografia solo:

*Sound and Pyla (1970)http://rapidshare.com/files/115352972/arnaud_rodrigues_-_sound___pyla__1970_.zip

fonte: http://www.filecrop.com/18822931/index.html

*Murity (1974)http://www.mediafire.com/?omnemmegmaz

fonte: http://brnuggets.blogspot.com/2006/06/arnaud-rodrigues-murituri-1974.html

* Som do Paulinho (1976) – http://sharebee.com/8094b567

fonte: http://jthymekind.blogspot.com/2009/10/arnaud-rodrigues-som-do-paulinho-1976.html


O Som do Paulinho
Arnaud Rodrigues

Diga aí, Paulinho!…

Virou
Uma arruaça!
Virou,
No meio da praça!
Virou!

E nego toca,
Faz o som e dá de graça!
E nêgo vende
E dá um tempo na desgraça!
E nêgo toca,
Faz o som e dá de graça!
E nêgo vende
E dá um tempo na desgraça!

Ô, na praça da vida,
Ô, na praça da vida,
Ô na praça da vida!

Tem a moça loira,
Que toca flauta
E vende quadros!
Me vende um lindo quadro colorido,
Colorido, colorido, colorido.
Vende um lindo quadro colorido,
Colorido, colorido, colorido.
Vende um lindo quadro colorido,
Colorido!

Como o pássaro que chega,
Pra ouvir seu som,
Pra ouvir seu som,
Pra ouvir seu som,
Pra ouvir seu som!
Pra ouvir seu som!

Virou
Uma arruaça!
Virou,
No meio da praça!
Virou!

E nêgo toca,
Faz o som e dá de graça!
E nêgo vende
E dá um tempo na desgraça!

E nêgo toca,
Faz o som e dá de graça!
E nêgo vende
E dá um tempo na desgraça!

Ô na praça da vida,
Ô na praça da vida
Tem o par de violas
Tem o par de violas
Igual a Bob Dilan
Igual a Bob Dilan,
Igual a Bob Dilan,
Igual a Bob Dilan

E tem um crioulo,
Que faz um som de guitarra.
Tem pinta de Mandraque,
Mas parece Jimmy Hendrix
Tem pinta de Mandraque,
Mas parece Himmy Hendrix!

Virou
Uma arruaça!
Virou,
No meio da praça!
Virou!

E nêgo toca,
Faz o som e dá de graça!
E nêgo vende
E dá um tempo na desgraça!
E nêgo toca,
Faz o som e dá de graça!
E nêgo vende
E dá um tempo na desgraça!

Ô, na praça da vida,
Ô, na praça da vida,

Tem um mulato alto,
De olhos verdes,
Dente de ouro!
Ah, diz que tem, diz que tem
Um papagaio louro,
Ah, diz que tem, diz que tem
Um papagaio louro.
Ah, diz que tem, diz que tem
Um papagaio louro

Que passa o dia inteiro
Incrementando o papo,
Enquanto o pipoqueiro
Fica enchendo o saco
E passa o dia inteiro
Incrementando o papo
Enquanto o pipoqueiro
Fica enchendo o saco.

Fala, meu louro!
Curupaco, paco.
Fala, meu louro,
Curupaco, papaco!

Fala, meu louro!
Curupaco, paco.
Fala, meu louro,
Curupaco, papaco!

Fala, meu louro!
Curupaco, paco.
Fala, meu louro,
Curupaco, papaco!

É na praça da vida
É na praça da vida
Aonde a roda da História
Não pára na ida.

É na praça da vida
É na praça da vida
Aonde a corda da viola
Dói igual ferida

Alimentei com mão no bolso,
Mas não dou um pio.
Eu ouço a corda da viola,
Mas não desafio.
Uma criança, com jornal,
Se protege do frio.
O som da praça vai em frente,
Fica só o assobio
.

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