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Arquivo mensal: dezembro 2012

Há dias, talvez meses, não escrevo aqui. Escrever em blog pode variar em prazer, em obrigação, desabafo, protocolo, regozijo, tudo cabe. O blog pode nos orgulhar, nos causar enfado, arrependimento por ter escrito ou omitido algo. Maneira mais rápida de dar uma opinião, compartilhar um carinho, uma angústia, dar recado, e se voltar para si em forma de autodefenestração.

Não há nada mais velho com cara de novo que um blog. Os nossos recados…

É o último dia de 2012, não, não, não, eu não vou compor uma peça de retrospectiva, elencar o que vi, o que senti, o que passou, o que ficou nesses dias , trezentos e sessenta e cinco, não há o porque, apenas vou escrever no último dia desse ciclo, desse ano onde fiz quarenta e seis deles, onde a vida passou mais um pouco.

E nesse dia próximo que muda o último dígito, e que se soma mais um número a esse no qual ainda escrevo, que venham as novas utopias e motivações e os caminhos a construir, porque não faz o mínimo sentido somar anos e passagens sem tê-los e sem preservá-los e principalmente sem manter a sanha, o desejo de transformar o mundo, ainda que em nosso parco espaço.

O blog é um veículo, que muitas vezes parece abandonado, mas não é o abandono do esquecimento, talvez o momento do respiro, da pausa e da lacuna de pensar melhor e fazer com que outros caminhos apareçam e que se juntem aos já trilhados. Sem acúmulos desnecessários.

Ainda é 2012, logo mudamos, até breve!

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Os meninos insistem em chutar a bola, vivem e reinam por um espaço, na beira de toda a negação do lúdico, de toda forma de afastamento coletivo. A cidade e seus meninos buscam a sobrevivência ao se encontrarem e poder fazer juntos coisas que a própria cidade vive negando. O fazer coletivo permite que a cidade sobreviva, e dele saem suas principais belezas. A cidade mora também em breves e soltas imagens de uma manhã de domingo, ou melhor, da soma delas. A cidade respira nas dobras, nas nervuras, nos intervalos. E ela então, infensa, feia e verdadeira, sobrevive.

E os meninos jogam na cidade…

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